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H1N1

Ministério da Saúde conclui investigação de óbitos por gripe A em Santa Catarina

17/07/2012 15:33

  Investigação realizada pelo Ministério da Saúde, no estado de Santa Catarina, sobre os casos e óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que tiveram confirmação laboratorial para a Gripe A/H1N1, revelou a presença de comorbidades no perfil das vítimas. As principais doenças foram cardiopatias, pneumopatias, obesidade e diabetes, predominantemente entre pessoas do sexo masculino com idade entre 40 e 59 anos. De acordo com a investigação, as pessoas que faleceram iniciaram o tratamento tardiamente, com histórico de mais de um atendimento em serviço de saúde, antes da última internação.

  A investigação conclui ainda, que em Santa Catarina, a metade das pessoas que vieram a óbito começou o tratamento com o antiviral oseltamivir com mais de cinco dias após o início dos sintomas. A medida que pode evitar agravamento dos casos e a ocorrência de óbitos, é o acesso rápido ao antiviral oseltamivir.

  “A análise dos dados confirma que não há mudança no padrão de ocorrência da gripe. Se antes tínhamos indícios, agora temos informações concretas de que o tratamento, no momento adequado, ainda não está sendo adotado em todos os serviços”, explica o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis, do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.

  O diretor ressalta que o oseltamivir precisa ser usado com mais rapidez para prevenir casos graves e óbitos por gripe. “Consideramos de fundamental importância que os profissionais sigam o Protocolo de Tratamento da Influenza, prescrevam e forneçam, o mais rápido possível, o antiviral”, reforçou o diretor.

  Por outro lado, segundo Maierovitch, as pessoas também precisam se conscientizar da necessidade de procurar uma unidade de saúde o mais precocemente possível, aos primeiros sinais de sintomas da síndrome gripal. “A gripe é uma doença e tem tratamento gratuito nas unidades de saúde da rede pública. O tratamento com o antiviral, no momento certo, reduz o risco de agravamento da doença”, afirma o diretor.

ORIENTAÇÃO – Na maioria dos casos investigados, o retrato dos óbitos mostra que, quando o tratamento com o oseltamivir foi iniciado, a doença já tinha se agravado. O Protocolo de Tratamento da Influenza – 2011 atualizou os profissionais de saúde quanto ao tratamento dos casos de gripe, ratificando junto aos médicos a prescrição e orientação para o acesso rápido ao antiviral oseltamivir. A determinação é clara: o tratamento com o remédio deve ser iniciado o mais rápido possível, após os primeiros sintomas, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento, nas pessoas que apresentarem a síndrome gripal e fazem parte dos grupos vulneráveis para complicações – como gestantes, crianças pequenas, idosos, obesos e portadores de doenças crônicas. A síndrome gripal é identificada pela febre, acompanhada de tosse ou dor de garganta.

  Já os pacientes com síndrome gripal que não pertencem aos grupos de risco devem receber o medicamento imediatamente, caso apresentem sinais de agravamento, como falta de ar ou persistência da febre por mais de três dias. Para atingir sua eficácia máxima, o antiviral deve ser iniciado nas primeiras 48 horas após o início da doença. Entretanto, mesmo ultrapassado esse período, o Ministério da Saúde indica a prescrição do medicamento.

ATENÇÃO - O Ministério da Saúde está monitorando os casos de influenza em todo o país desde o surgimento das primeiras notificações, inclusive, in loco, nas ocasiões em que as secretarias de estado solicitam apoio. A pedido do governo de Santa Catarina, desde o dia 15 de julho, o Ministério da Saúde deslocou equipe da Secretaria de Vigilância em Saúde para apoiar a Secretaria Estadual e secretarias municipais de saúde na investigação e análise dos casos e na elaboração de uma resposta efetiva.

  Para construir o perfil dos óbitos no estado, foram selecionadas as primeiras 28 mortes ocorridas neste ano até o dia 17 de junho em Hospitais de Santa Catarina. Foram revisados prontuários de atendimento e realizadas visitas domiciliares para complementação das informações, buscando identificar fatores associados ao quadro de agravamento.

  As pessoas com doenças associadas fazem parte do grupo especial, por terem risco elevado de – ao contrair a gripe – apresentarem complicações que podem evoluir para o óbito. Por isso, a vacina é disponibilizada nas unidades de saúde públicas de todo o país.


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