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Almir Visconde

Série “Guerra do Contestado – Cem anos de luta de um povo” Parte VI

19/07/2012 00h00

A Morte e a Vida, no Combate do Iraní


  Foi no dia vinte e dois de Outubro, que a vida morta dos caboclos cedeu lugar para uma morte que lutaria por uma vida digna


  Era o clamor surgindo, das vozes dos excluídos, contestando à situação de penúria que eram submetidos


  Tombou o medo, no coração da gente mestiça, ressuscitou através da fé,uma força para enfrentar os chacais do poder


  Foram quarenta cavaleiros, capitaneados por José Maria do Taquaruçú,que ergueram a bandeira, que tremularia nos campos santos da Irmandade de São Sebastião.


  No Banhado Grande, os enxotados do sertão, enfrentaram a polícia, na primavera nefasta, desabrochou a flor da liberdade cabocla, na terra que bebeu muito sangue escarlate,coberto com espuma de ódio


  A semente da guerra espalhou-se por todos os lugares da região inóspita dos pinheirais


  Rugiram as balas dos dois lados, gritos de agonia proliferaram na fumaça dos canos das armas


  A dor e a tristeza seria dividida para todos,dominadores e dominados, derramariam lágrimas, para alegria dos corvos escarnecedores


  As cruzes de imbuia, seriam encravadas nos corações dos inimigos peludos


  Dali em diante, ouviu-se o clamor, que morram os demônios que fazem o povo sofrer.


Foi na localidade de Banhado Grande do Iraní, em 22 de Outubro de 1912, que se deu o combate entre o grupo do Monge José Maria e o Regimento da polícia do Paraná, chefiada pelo Capitão João Gualberto, onde ele e o monge morreram. Este combate foi motivado por coronéis da região, que não queriam posseiros nas terras que eram na época administrada por paranaenses. É considerado por muitos, o início da Guerra do Contestado 1912-1916), onde classes oprimidas, lutaram pelos seus direitos.


MSN gnomoalmir@hotmail.com


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